Quarta-feira, Julho 16, 2008
Video da Final taça Região Autonoma dos Açores!
Taça Região Autónoma dos Açores 2008
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Cedo se percebeu que o Calheta vinha com a intenção de explorar as transições rápidas e de impor domínio no meio-campo através da compleição física. Pedro Silveira é que marcava o ritmo de uma formação bastante solidária mas tecnicamente limitada. As subidas de Mário Hélder e a elasticidade táctica de Luís Paiva eram outros factores que desequilibravam a favor dos forasteiros. Tarde o Belém percebeu que apostar no jogo aéreo era ceder trunfos ao adversário e que a defesa calhetense era lenta e vulnerável às bolas rasantes. Sorte para os locais que pouco antes do intervalo o guardião Luís Paulo “rompesse” as mãos e deixasse entrar uma bola de livre que lhe foi à figura. No reatamento, logo no segundo minuto, Hélder mediu a régua e esquadro a baliza adversária e de livre fez o 2-0. Em vantagem na eliminatória, o Belém procurou entrar em fase de controlo com o encurtamento das linhas e bom poder de intercepção. Mas a formação de São Jorge parecia ter maior frescura física e outra acutilância ofensiva, obrigando os anfitriões a descerem o seu bloco de pressão. A redução da desvantagem, através de uma penalidade exemplarmente executado por Nuno, colocava a eliminatória empatada. Até ao minuto 90, o receio de não sofrer golos sobrepôs-se à vontade de marcá-los. Isto deu em monotonia e ausência de situações de golo. Nos trinta minutos suplementares, o Belém apareceu com mais perna e com um futebol mais largo e desconcertante. Luís Paulo esteve diabólico até lesionar-se e Carlos Rui disfarçava o cansaço com uma enorme capacidade técnica. Foi este último predicado que esteve na origem do golo de ouro, com o médio a desenvencilhar-se de um grupo de adversários a chutar colocadíssimo para o fundo das redes. O Calheta não atirou a toalha ao chão e construiu oportunidades para marcar. Na mais flagrante, ao minuto 112, Aurora fez uma defesa soberba a evitar que Nuno facturasse. Hugo Teixeira apitou em demasia. Esteve melhor na primeira parte. Ficha técnica |
Terça-feira, Julho 15, 2008
Taça AFAH 2008
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Um golo de Macedo, no final da primeira parte do prolongamento, foi o suficiente para a formação do Desportivo de Belém arrecadar a Taça Associação de Futebol de Angra do Heroísmo, isto depois de hora e meia, mais os minutos da compensação, de um futebol jogado aos repelões, sem grande criatividade e qualidade, mas que valeu, sobretudo, pela entrega e empenho dos dois conjuntos e pela incerteza do resultado até ao fim. Os primeiros minutos foram equilibrados, embora as equipas optassem por estratégias diferentes – o Belém a procurar aplicar um futebol mais de pé-para-pé, evitando o contacto físico do adversário mais possante neste capítulo, e os “axadrezados” com um futebol mais directo e musculado. Após esta fase de equilíbrio, o futebol mais pressionante do Boavista garantiu-lhe o domínio e maiores ocasiões para marcar, mas, revelando grande espírito de ajuda, o Belém lá ia resolvendo com maior ou menor dificuldade os problemas e tentava sempre sair para o ataque, mormente através das acções do irrequieto Nuno do Ó. No segundo tempo o figurino do prélio não se alterou. Os locais assumiram cada vez mais as despesas ofensivas e demonstraram sempre maior inconformismo, com o técnico João Paulo a efectuar alterações no onze nesse sentido. Porém, o golo teimava em não aparecer, devido à inoperância dos atacantes e ao estoicismo da defesa azul, atingindo-se o tempo regulamentar com a igualdade a permanecer e obrigando a horas extras, em pleno domingo do Bodo. No prolongamento, a formação da Terra-Chã demonstrou que não é só por ter muita posse de bola e controlo dos acontecimentos que se ganham jogos. Revelou-se matreira e calculista, soube esperar o melhor momento para tirar partido da ânsia do Boavista em chegar ao golo para ser ela a fazê-lo, através de um remate colocado de Macedo. O árbitro Hélio Pereira acompanhou o desafio demasiado à distância, o que não foi benéfico. Ficha técnica |